sexta-feira, 29 de maio de 2026

Fechamento mensal - R$ 2.351.329,74 - Maio 2026

Fala meu povo, tudo bem?


  • Patrimônio: R$ 2.351.329,74
  • Distribuição do patrimônio:
    • Brasil: R$ 756.381,49
    • USD: R$ 1.594.948,25
  • Dólar em 31/05: R$ 5,05
  • Crescimento (MoM): + 2,85%
  • TSR (4,5% ano) mês: R$ 8.817,49
  • Despesas mensais: R$ 12.621,10
  • % aporte sobre renda: 40%
  • Dividendos do mês: R$ 235,78


Tivemos novamente um mês bem positivo para a carteira, mercado lá fora voltou a reagir e o dólar ficou estável na casa dos R$ 5,00, dando uma pequena subida nesse último dia útil do mês.


Olhando no MoM, tive um crescimento de quase 90 mil reais em um mês, nada mal senhores, nada mal. De toda forma, ainda acho que acompanho demais esses números/mercado e a razão tem relação com o nome do blog, ele não está aí a toa.


Investir com carteira, alocação e objetivos definidos é lento e tedioso. Mas o processo é assim, devagar e sempre.



Uma coisa que ando pensando muito é que peguei um mercado em franca alta do mercado desde que me dediquei aos investimentos, já investia há muito tempo, mas após 2020 com a finalização da compra do meu atual imóvel, me dediquei de cabeça no tema.


Peguei aquela queda forte do COVID, sabia que ali o plano era pra ser seguido e não tomei nenhuma ação em pânico, mas agora os tempos são outros, estou bem exposto em renda variável e ouço um tal de “crash” no mercado desde então. O fato é que se eu tivesse seguido esses “especialistas” teria deixado na mesa uma forte valorização do meu patrimônio. 


De toda forma eu sei que o patrimônio não vai subir em linha reta como tem sido nos últimos meses, mas só quando as coisas acontecem é que sabemos a nossa reação.


Nesse mês de Junho irei concluir a venda dos FIIs e simplificação da carteira, fiz isso para facilitar o controle de impostos e alocação. Alguns FIIs acabaram tendo valorização, gerando aquela famosa DARF para nosso querido governo.


Com isso, consolido o que chamo de carteira quase que ideal para a aposentadoria, basicamente após as últimas realocações, estarei com a carteira da seguinte forma:


  • 35% em renda fixa
    • TD Selic / Fundo DI banco
    • B5P211
    • Previdência privada do empregador
    • FGTS
  • 65% em renda variável
    • 60% em VT
    • 20% em VXUS
    • 20% em VBR


Seguirei reportando os resultados e evoluções por aqui. Vamos aos gráficos desse ultimo fechamento.







Até o próximo post pessoal.

domingo, 3 de maio de 2026

Fechamento mensal - R$ 2.264.076,37 - Abril 2026

Olá leitores, tudo bem?

  • Patrimônio: R$ 2.264.076,37
  • Distribuição do patrimônio:
    • Brasil: R$ 848.849,37
    • USD: R$ 1.415.227,00
  • Dólar em 30/04: R$ 4,98
  • Crescimento (MoM): + 2,85%
  • TSR (4,5% ano) mês: R$ 8.490,29
  • Despesas mensais: R$ 11.382,80
  • % aporte sobre renda: 45%
  • Dividendos do mês: R$ 243,47


Mês bem positivo que nos fez recuperar toda a perda do mês de Março, agora voltamos próximo do fechamento de Fevereiro, renda variável é assim, varia!


Neste mês comecei a fazer o rebalanceamento da carteira, que inclui a venda FIIs e direcionamento para a renda variável em USD. Ao longo do mês de maio espero terminar essa operação.


O legal de ver essas ações é que a FIRE já não é algo tão distante assim, veja só, já estou construindo os baldes de onde vão vir o usufruto, o tempo voa rapaz!


Mês sem maiores novidades ou fatos relevantes, segue o foco no trabalho, estudo e aportes. Já estou contando os dias para minha próxima viagem, em Junho tiro férias e vou para um destino inédito. 


Vou realizar um sonho que tenho há tempos e se tiver ânimo, depois do retorno faço um post aqui detalhando como foi a viagem.


Vamos aos gráficos desse ultimo fechamento.







Até o próximo post pessoal.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Pensamentos e estratégias para a fase de usufruto e FIRE

Olá leitores, tudo bem com vocês?


A busca pela FIRE pra mim vai muito além de apenas aportar e acompanhar os investimentos, estudar sobre o tema é algo que faço de maneira constante.


Um fato que nunca me aprofundei foi sobre as estratégias e ações na fase do usufruto. Como ainda estou relativamente distante cerca de 8-10 anos de me declarar FIRE, nunca me importei muito com assuntos desse espectro.


Meu foco sempre foi aportar, acompanhar a carteira e um misto de deixa lá pra frente quando chegar a hora de declarar FIRE.


Claro que conheço os principais temas relacionados ao usufruto, como regra dos 4%, estratégia dos 3 baldes, etc. mas confesso que nunca me alonguei muito no tema.


Nas últimas semanas mergulhei no tema, não na teoria, mas analisando de forma detalhada os conceitos, estratégias e principalmente as ações aplicadas para minha carteira e objetivos.


Além de ler posts e artigos sobre o tema, vi muito conteúdo gringo no YouTube e fiz uso de IA para me ajudar no entendimento.


Vamos ao meu perfil e objetivos - Algumas informações vou ocultar para manter meu anonimato. Usei todas essa informações para os estudos e interações com a IA.

  • Idade: faixa dos 40 anos
  • Renda líquida: 22k/mês
  • Aporte médio mensal: 10k/mês
  • Despesas mensais básicas médias (após aposentadoria, inclui plano de saúde): 12.000/mês
  • Renda passiva esperada no usufruto:
    • Cenário 1 – Conservador – 15.000/mês
    • Cenário 2 – Moderado – 18.000/mês
    • Cenário 3 – Desafiador – 22.000/mês
  • Bônus anual que não tem relação com a renda bruta (líquido): 200 mil /ano – Aportado integralmente
  • Patrimônio atual: (2.250 milhões), reserva de emergência com liquidez imediata: 200 mil, reserva de emergência total em caso de desemprego: 400 mil
  • Seguro de vida: Apólice de 1 milhão
  • Seguro em vida (invalidez, doença grave, internação, etc.): 600 mil
  • Perfil de investidor: Moderado a agressivo
  • Objetivo: Gerar renda passiva daqui 8 a 10 anos e essa renda durar por 35 anos com consumo do principal.
  • Sucessão: Não há preocupação com herança e não tenho intenção de suceder o capital, mas também não quero correr risco de ficar sem renda durante o usufruto.
  • A partir dos 65 anos, terei um complemento de renda do INSS correspondente a valores de hoje a 3 salários mínimos. Pago INSS sobre o teto há mais de 15 anos, mas com certeza até a hora de me aposentar, vão rolar reformas que vão mudar o jogo com a bola rolando.

 

Considere a minha carteira:

  • 30% renda fixa nacional em reais brasileiros. Compõem essa parte da carteira
    • Balde 1 — LIQUIDEZ (consumo imediato): Tesouro Selic
    • Balde 2 — Proteção contra INFLAÇÃO: B2P511
  • 70% renda variável em dólar. Balde 3 – Crescimento, dividida na seguinte carteira:
    • 60% VT, 20% VBR e 20% VXUS


A conclusão da IA foi brutal: cadê a sua alocação em renda fixa para a fase de usufruto?


Para minha surpresa eu estava cometendo um erro primário na minha alocação: estava focando muito pouco em construir a montagem dos baldes 1 e 2 da minha estratégia FIRE. Resumindo: aportes concentrados em RV e poucos recursos direcionados para renda fixa.


Quem acompanha o blog sempre vê o gráfico abaixo nos fechamentos:



Mas ansioso, você já não possui alocação de cerca de 30% em renda fixa?

Sim cara pálida, mas para os meus objetivos e renda desejada, o ideal segundo os estudos é uma alocação de cerca de 50% para a fase de usufruto. E aqui mora o problema: meu foco nos aportes estava sendo 100% em renda variável.


Como minha filosofia é de evitar ao máximo girar a carteira, preciso começar agora os aportes para aumentar o percentual de renda fixa do meu patrimônio afinal, meu horizonte FIRE não está tão longe assim.


Sim, vou usar a teoria dos 3 baldes, não vou explicar como funciona essa abordagem, vou limitar a descrever como vou estruturar aqui para o cenário da minha carteira.


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Objetivo

Qual ativo utilizado?

Quanto alocado?

Quando reabastecer?

1

Utilizado para bancar as despesas no período FIRE. Esse balde é sempre abastecido pelo balde 2.

Tesouro Selic + fundo DI

60 meses de despesas

Quando alcançar 36 meses de despesa.

2

Utilizado para proteger o patrimônio contra a inflação e evitar venda de ações em momentos de bear market. Alimenta o balde 1 quando este chega em seu nível mínimo.

Fundo B5P21, ETF de renda fixa que visa superar a inflação.

84 meses de despesa

Quando alcançar 60 meses de despesa.

3

Balde de crescimento. Minha alocação em renda variável em USD, usado para alimentar o balde 2. Nunca deve ser usado para pagamento de despesas, sua função é alimentar o balde 2 em momentos de bull market ou apreciação USD x BRL.

ETFs em USD.

Todo o restante da carteira.

Quando entrar renda extra.

O que vou fazer daqui para frente: equilibrar os aportes entre BRL e USD nos próximos anos. Não vou fazer nenhuma venda e o equilíbrio da carteira virá de grana nova.


📅 Roadmap até a aposentadoria - Indicação da IA

 

Fase 1 — Acumulação ativa (43–48 anos)

  • Direcionar 100% da nova poupança para RF Brasil (Selic, IPCA, Renda+, FGTS otimizado).
  • Manter RV USD compondo, sem aportes adicionais.
  • Meta: chegar aos 48 anos com mix ~40% BRL / 60% USD.

 

Fase 2 — Pré-usufruto (48–51 anos)

  • Construir o Balde 1 (Selic) com 5 anos de despesa = R$ 900k a R$ 1,1M.
  • Iniciar montagem do Balde 2 (B5P211 + NTN-B 2045).
  • Travar IPCA+ enquanto taxas estão historicamente altas.
  • Iniciar contribuição facultativa ao INSS.

 

Fase 3 — Usufruto inicial (51–65 anos)

  • Sacar 100% da renda do Balde 1.
  • Reabastecer Balde 1 do Balde 2 em janelas previsíveis.
  • Reabastecer Balde 2 do Balde 3 somente em janelas favoráveis (USD/BRL alto, mercado em alta).
  • Acompanhar peso do Balde 3 — se passar de 70% por valorização, rebalancear oportunisticamente.

 

Fase 4 — Usufruto com INSS (65–86 anos)

  • INSS cobre ~25–30% da despesa (em valor real).
  • Pressão sobre o portfólio cai ~25%.
  • Considerar simplificar: migrar parte do Balde 3 para Balde 2 para reduzir volatilidade conforme idade avança.


Neste momento entendo como câmbio super favorável ao investimento em USD e farei o possível para não perder a oportunidade, mas preciso iniciar a estruturação dos baldes 1 e 2 de imediato caso contrário, terei que vender ativos de renda variável  quando estiver próximo do FIRE.


Um dos grandes riscos para a FIRE é a famosa sequência de retorno negativa nos primeiros anos da aposentadoria, que é quando o mercado passa a cair justamente n o momento em que você precisa sacar, vendendo ativos em baixa.


O colchão em renda fixa (baldes 1 e 2) ajuda a mitigar esse risco, por isso, a hora de iniciar a construção é agora.


 Conclusão final da IA sobre o meu plano:

 

Pontos fortes:

  1. Plano matematicamente viável com folga em todos os cenários.
  2. Arquitetura de 3 baldes robusta a sequence-of-returns risk.
  3. Escolha do B5P211 (vs IMAB11) é coerente — RV USD é o motor, RF brasileira é a ponte.
  4. Disposição de consumir principal aumenta eficiência do plano.
  5. Camadas de proteção (seguros, reserva, INSS) bem dimensionadas.


Até o próximo post leitores.