quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Rebalanceando a carteira de investimentos

Como já comentei em posts anteriores, sei que minha carteira está excessivamente concentrada em renda fixa.
Eu explico melhor os motivos dessa alocação neste post.

Nas duas últimas semanas o mercado deu uma boa recuada, grande parte dela atribuída ao Corona vírus então senti que esse era um bom momento para desmontar algumas posições em renda fixa e aproveitar esse momento de recuo do mercado.

Como não gosto de correr fortes riscos e creio que movimentações em patrimônio já alocado devem ser realizadas com muito critério, resolvi desmontar a posição abaixo:

Tesouro Selic 2021
R$ 30,266.29

Essa posição não representa nem 10% do meu patrimônio e já iria vencer no próximo ano, então tomei a decisão e solicitei o resgate de um título do tesouro pela primeira vez desde que comecei a investir.
Dinheiro na conta da corretora e veio a dúvida, como sair da inércia da renda fixa e alocar em ativos de renda variável porém, com pouco risco?

Apesar da imagem acima, antes mesmo de realizar o resgate já havia decidido onde e como alocar essa parte do patrimônio, os escolhidos foram quatro fundos imobiliários, sendo 2 já presentes em minha carteira e 2 estreantes.

Como utilizo a bolsa para longuíssimo tempo (especialmente para aposentadoria) e não quero misturar os recursos, resolvi alocar os recursos em fundos imobiliários, uma vez que os dividendos de grande parte dos fundos atualmente batem a taxa selic paga pelos títulos públicos e CDBs de bancos em geral. 

Basicamente usei os seguintes critérios para seleção dos FIIs:
  • 2 fundos nos quais já estava de olho há um certo tempo, sendo eles:

    • HFOF11: Fundo de fundos. Quero ter mais um em minha carteira para aumentar a diversificação e contar com uma gestão profissional sobre os ativos. Já tenho o BCFF11 mas já estava e olho neste há um tempo. Sim amigo ansioso, eu sei que há estudos que demonstram que os fundos de fundos perdem para o IFIX no longo prazo, mas isso é assunto pra outro post.

    • VISC11: Fundo especializado em shoppings. Sou fã do setor e pra mim aqui no Brasil devido a violência, falta de lazer, etc. tornam os shoppings atração indispensável para grande parte da população. Ainda vou fazer um post especial sobre isso.

  • 2 fundos que já fazem parte da minha carteira contudo, estão com o menor P/VP no momento da compra.

Sem maiores delongas eis a realocação:

Ativo
Valor
P/VP
Dividend Yield
HFOF11
 $ 10,000.00
1,04
0,54%
BCFF11
$ 5,000.00
1,02
0,56%
VISC11
$ 10,000.00
1,07
0,46%
MXRF11
$ 4,500.00
1,13
0,68%

Vou acompanhar e monitorar a carteira ao longo dos próximos meses, sei que uma eventual alta da selic vai acarretar em quedas tanto na cotação quanto no dividend yield porém, acho que pra esse momento vale a pena acompanhar e monitorar.

Como mencionei no início do post, não aloquei nem 10% nessa operação e o investimento já iria vencer no próximo ano. Como os próprios dividendos já batem a selic e o P/VP dos fundos adquiridos não estão tão descolados, acho que essa não foi uma operação tão arriscada.

Só o tempo dirá se foi a melhor decisão ou não, agora é segurar a nossa amiga ansiedade e observar o desempenho da carteira.

Um abraço e até o próximo post.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

The Manager’s Path - Gestão de pessoas com foco em TI

Me tornei gestor recentemente, na data que escrevo esse post fazem pouco mais de 6 meses que assumi formalmente o cargo, digo formalmente porque já liderava o time há cerca de 8 meses antes da promoção e mudança do cargo junto ao RH da empresa.

Por ser a minha primeira vez numa posição de gestão decidi além de buscar orientações com pessoas mais experientes realizar leituras e cursos sobre o tema.


Esse livro me chamou atenção por ser focado na gestão de times e pessoas com atuação na área de TI. Não uso o Kindle (não me adaptei) e fiz a compra pela Amazon gringa, como livros são isentos de impostos aqui no Brasil geralmente a encomenda chega bem rápido.

De fácil leitura e boa organização o livro passa pelos conceitos básicos de gestão de pessoas, as particularidades da gestão de times de TI, os pontos de atenção/pegadinhas e nos demais capítulos avança para temas como gestão de grandes times, gestão de outros gestores e sobre a alta administração de uma empresa.

Alguns dos pontos abordados espelham muito a cultura americana e são bem distintos da nossa realidade como por exemplo o alto grau de separação entre a vida pessoal e questões profissionais, outro ponto a se destacar é que a autora teve a sua carreira construída em startups, inclusive na parte relacionada à gestão.

O que me chamou muito a atenção no livro foram os trechos que mencionam o período de transição entre a atuação estritamente técnica e a mudança para uma posição de gestão. Nesse período surge sempre o dilema: vou deixar de fazer o que fiz toda a minha carreira (ser um desenvolvedor, analista ou arquiteto) e agora serei um gestor de pessoas.

O que o livro desmistifica é o fato de pensarmos que o trabalho de gestão em si não é tão agregador ou possui tanto valor quanto as atividades técnicas em que você atuava antes, esse exame de consciência é bem comum em pessoas que estão na fase de transição, confesso a vocês amigos leitores que não é uma transição fácil, pois o resultado e avaliação do seu trabalho não ocorre sobre apenas o seu desempenho, mas sobre o desempenho dos seu time.

Se você pensa que todas as atividades, conceitos e restrições envolvendo T.I são complexos aguarde até o momento em que você terá que lidar com times heterogêneos, diversos e com características peculiares. A sua paciência, capacidade de negociação,  interlocução e todos os seus soft-skills serão aprimorados e testados até o limite.

Liderar é uma tarefa para poucos e liderar pessoas com foco no desenvolvimento e entregas técnicas requer além das habilidades de gestão, o conhecimento (nem que seja a nível macro) das atividades executadas pelos times a fim de que você possa auxiliar e guiar o seu time até o alcance dos objetivos.

No geral, apesar de grande parte dos aspectos culturais serem fortemente vinculados ao cenário americano, o livro nos dá bons exemplos de modelos de gestão, boas práticas de liderança de times, as particularidades na gestão de times de TI e desmistifica grande parte da angústias geradas no processo de transição entre a área técnica para a área de gestão.

Avaliação: Nota 8.5/10

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Atualização Patrimonial – Janeiro 2019 – R$ 488.298,26 (+R$ 6.687,23) – O meio milhão cada vez mais próximo

Salve amigos ansiosos.

Mês longo, com muitas despesas, queda nas ações e FIIs e pouco aporte. Mesmo com condições adversas estou próximo do meio milhão de reais.

Mês de Janeiro geralmente é o mês de grandes despesas mesmo para aqueles que não têm filhos. IPVA, IPTU, despesas diversas e um mês longo prejudicam os nossos aportes.

Sem mais delongas, vamos ao fechamento do patrimônio.


Item do patrimônio
Valor Bruto
FGTS
 R$ 76,659.88
Renda Fixa
CDB 109% do CDI
 R$ 69,990.96
Tesouro Selic 2021
 R$ 30,266.29
Tesouro Selic 2023
 R$ 83,724.13
Tesouro Selic 2025
 R$ 82,598.82
Tesouro IPCA+ 2024
 R$ 47,607.89
Tesouro IPCA+ 2035
 R$ 21,355.29
Tesouro IPCA+ 2045
 R$ 8,450.95
Ações
ABEV3
 R$ 4,069.80
CIEL3
 R$ 70.70
EGIE3
 R$ 5,569.35
GRND3
 R$ 3,326.30
ITUB3
 R$ 6,035.20
LREN3
 R$ 5,113.05
MDIA3
 R$ 4,930.80
ODPV3
 R$ 4,662.24
WEGE3
 R$ 6,305.60
FIIs
BCFF11
 R$ 5,634.63
HGBS11
 R$ 5,494.80
HGRE11
 R$ 5,544.56
KNRI11
 R$ 5,267.56
MXRF11
 R$ 256.96
XPML11
 R$ 5,362.50


Posição em 01/02/2020
R$ 488,298.26

Evolução patrimonial – Nada mal para um mês atípico como Janeiro.


Muito alocado em renda fixa, eu sei, perdi o rally da bolsa. Mas no momento acho que a bolsa está cara e caso venha a trocar de apartamento em um curto/médio prazo precisarei de grande parte dos recursos.

Como acredito que a bolsa é investimento para longo prazo, não quero ficar tanto exposto as oscilações do mercado caso venha a precisar dos recursos.


Minha alocação: Mesmo com essa queda expressiva da bolsa em Janeiro não tive tantas perdas nas ações e FIIs.


Nesse mês de Janeiro além dos dividendos dos FIIs pingaram também os dividendos de ITUB3, ODPV3 e EGIE3, todos devidamente reinvestidos em ITUB4.


Data
Ativo
Valor
2/1/2020
ITUB3
 R$                   3.07
8/1/2020
ODPV3
 R$                   6.01
14/01/2020
MXRF11
 R$                   2.86
15/01/2020
HGBS11
 R$                 26.60
15/01/2020
HGRE11
 R$                 30.24
15/01/2020
KNRI11
 R$                 21.46
15/01/2020
BCFF11
 R$                 30.78
24/01/2020
XPML11
 R$                 23.79
29/01/2020
EGIE3
 R$               114.96
Total Janeiro 2020
 R$               259.77

Além do reinvestimentos de todos os dividendos, destaco os aportes em LREN3, afinal ela estava um pouco descolada da carteira e quase 2 mil em TD Selic (eu sei, estou posicionado demais em renda fixa).

Somados aos dividendos recebidos, aportei um total de R$ 3.331,96 neste mês de Janeiro.

Data
Ativo
Valor
Qte
Total
15/01/2020
ITSA4F
 $ 13.52
6
R$ 81.12
16/01/2020
ITSA4F
 $ 13.50
2
R$ 27.00
23/01/2020
LREN3F
 $ 58.69
18
R$ 1,056.42
24/01/2020
ITSA4F
 $ 13.60
5
R$ 68.00
24/01/2020
TD SELIC
 $ 1,993.42
0
R$ 1,993.42
29/01/2020
EGIE3F
 $ 53.00
2
R$ 106.00
Total Aportes Janeiro 2020
R$  3,331.96

No mês de Fevereiro o valor dos aportes tende a diminuir, pois tive alguns gastos não previstos e fiz uma doação a um amigo que teve problemas com as enchentes. Contudo, em Março finalizo uma despesa grande no cartão de crédito (cerca de R$1.850) e recebo a participação de resultados no trabalho.

Queda da bolsa: Minha carteira mostrou-se resiliente apesar da queda tivemos neste mês de Janeiro.

Posição em renda fixa: Espero desmontar um pouco as posições, contudo estou aguardando o momento certo, pois posso precisar do dinheiro no médio/longo prazo (vejam meu último post para mais detalhes) . Eu sei que no longo prazo o preço médio tende a zero mas não quero correr tantos riscos.

Chegada ao meio milhão de reais: Deverá ocorrer em 1 de Março com recebimento da participação de resultados da empresa, mas isso é assunto pra outro post.

Abraços e boa semana a todos!